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Saúde Urológica

Deficiência de Testosterona (Hipogonadismo)

Baixa produção hormonal — cansaço, queda de libido e alterações metabólicas

Queda da produção de testosterona pelos testículos, causando diminuição da libido, fadiga, perda de massa muscular e alterações do humor. Diagnóstico é laboratorial e o tratamento, individualizado.

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Ilustração anatômica — Deficiência de Testosterona (Hipogonadismo)
Ilustração original produzida para fins educativos.

Sobre a condição

A testosterona é o principal hormônio masculino — uma espécie de 'regulador geral' do organismo do homem, com influência sobre desejo sexual, ereções, massa muscular, disposição e humor. Ela é produzida nos testículos, sob comando de estruturas do cérebro (o hipotálamo e a hipófise). O hipogonadismo — a deficiência de testosterona, também chamada de deficiência androgênica — acontece quando essa produção cai abaixo do normal. Há dois cenários: - Hipogonadismo primário: o problema está na 'fábrica' — os próprios testículos falham em produzir o hormônio. - Hipogonadismo secundário: a fábrica está íntegra, mas o 'comando central' (a hipófise e o hipotálamo) deixa de enviar o sinal para produzir. A queda pode acontecer de forma gradual com o envelhecimento — é o hipogonadismo de início tardio, popularmente chamado de 'andropausa'. A deficiência também está fortemente associada a condições do dia a dia: obesidade, diabetes tipo 2, apneia do sono, uso de anabolizantes e de opioides, e doenças crônicas. Um alerta importante: o diagnóstico nunca deve ser feito só pelos sintomas, nem por um 'check-up hormonal' isolado. São necessários sintomas compatíveis somados a dosagens laboratoriais confirmadas. Por que o diagnóstico correto importa? Porque errar para qualquer um dos lados cobra caro. Deixar de tratar um hipogonadismo verdadeiro mantém cansaço, queda de libido e alterações que têm solução. E repor testosterona sem indicação — com exames normais, atrás de 'ganho de massa' ou 'energia' — não é tratamento médico: expõe a riscos reais, incluindo infertilidade.

Sintomas

Diminuição da libido (desejo sexual) e das ereções espontâneas
Fadiga, desânimo e queda de rendimento físico
Perda de massa muscular e aumento de gordura abdominal
Alterações de humor, irritabilidade e dificuldade de concentração
Redução de pelos corporais e diminuição do volume testicular

Diagnóstico

O diagnóstico é feito com exame de sangue — mas com regras específicas que fazem diferença no resultado. A dosagem de testosterona total deve ser colhida pela manhã, idealmente entre 7h e 10h, o horário em que os níveis do hormônio estão mais altos. E um único exame não fecha o diagnóstico: a queda precisa ser confirmada em pelo menos duas ocasiões. Conforme o caso, a investigação é complementada com outros exames: testosterona livre (a fração do hormônio que circula 'disponível' para agir), LH e FSH (os hormônios de comando produzidos pela hipófise — ajudam a diferenciar se o problema está no testículo ou no comando central), prolactina, SHBG (a proteína que transporta a testosterona no sangue), hemograma e PSA. A consulta também busca ativamente causas reversíveis — obesidade, apneia do sono, medicações em uso e histórico de anabolizantes — porque, quando presentes, corrigi-las pode resolver o problema sem reposição hormonal.

Tratamento

Nem todo caso precisa de reposição hormonal — e essa é a primeira conversa da consulta. Corrigir as causas reversíveis vem antes de qualquer receita: perda de peso, atividade física, tratamento da apneia do sono e suspensão de anabolizantes frequentemente normalizam a testosterona por conta própria, sem necessidade de repor o hormônio. Reposição de testosterona: é indicada quando existem sintomas somados à confirmação laboratorial, e não há contraindicações. Pode ser feita de duas formas principais: - Géis transdérmicos: aplicados na pele, que absorve o hormônio. - Injetáveis: aplicações de curta ou de longa duração. Seja qual for a via, a reposição exige acompanhamento periódico — com dosagem do hematócrito (a proporção de glóbulos vermelhos no sangue, que a reposição pode elevar), do PSA e avaliação da resposta clínica. Atenção à fertilidade: este é um ponto que surpreende muitos pacientes. A reposição de testosterona suprime a produção de espermatozoides — ao receber o hormônio de fora, o corpo reduz o estímulo natural aos testículos. Homens que desejam ter filhos devem discutir, antes de iniciar qualquer tratamento, alternativas que preservam a fertilidade, como o citrato de clomifeno ou as gonadotrofinas, em casos selecionados. E vale repetir o alerta: a reposição sem indicação — para 'ganho de massa' ou 'energia' com exames normais — não é tratamento médico e expõe a riscos cardiovasculares, hepáticos e reprodutivos.

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FAQ

Perguntas frequentes

Em geral, valores acima de 300-350 ng/dL são considerados normais, mas o número isolado não define o diagnóstico: são necessários sintomas compatíveis e pelo menos duas dosagens matinais baixas, além da avaliação do contexto clínico completo.
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