Queda da produção de testosterona pelos testículos, causando diminuição da libido, fadiga, perda de massa muscular e alterações do humor. Diagnóstico é laboratorial e o tratamento, individualizado.
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Sobre a condição
Sintomas
Diagnóstico
O diagnóstico é feito com exame de sangue — mas com regras específicas que fazem diferença no resultado. A dosagem de testosterona total deve ser colhida pela manhã, idealmente entre 7h e 10h, o horário em que os níveis do hormônio estão mais altos. E um único exame não fecha o diagnóstico: a queda precisa ser confirmada em pelo menos duas ocasiões. Conforme o caso, a investigação é complementada com outros exames: testosterona livre (a fração do hormônio que circula 'disponível' para agir), LH e FSH (os hormônios de comando produzidos pela hipófise — ajudam a diferenciar se o problema está no testículo ou no comando central), prolactina, SHBG (a proteína que transporta a testosterona no sangue), hemograma e PSA. A consulta também busca ativamente causas reversíveis — obesidade, apneia do sono, medicações em uso e histórico de anabolizantes — porque, quando presentes, corrigi-las pode resolver o problema sem reposição hormonal.
Tratamento
Nem todo caso precisa de reposição hormonal — e essa é a primeira conversa da consulta. Corrigir as causas reversíveis vem antes de qualquer receita: perda de peso, atividade física, tratamento da apneia do sono e suspensão de anabolizantes frequentemente normalizam a testosterona por conta própria, sem necessidade de repor o hormônio. Reposição de testosterona: é indicada quando existem sintomas somados à confirmação laboratorial, e não há contraindicações. Pode ser feita de duas formas principais: - Géis transdérmicos: aplicados na pele, que absorve o hormônio. - Injetáveis: aplicações de curta ou de longa duração. Seja qual for a via, a reposição exige acompanhamento periódico — com dosagem do hematócrito (a proporção de glóbulos vermelhos no sangue, que a reposição pode elevar), do PSA e avaliação da resposta clínica. Atenção à fertilidade: este é um ponto que surpreende muitos pacientes. A reposição de testosterona suprime a produção de espermatozoides — ao receber o hormônio de fora, o corpo reduz o estímulo natural aos testículos. Homens que desejam ter filhos devem discutir, antes de iniciar qualquer tratamento, alternativas que preservam a fertilidade, como o citrato de clomifeno ou as gonadotrofinas, em casos selecionados. E vale repetir o alerta: a reposição sem indicação — para 'ganho de massa' ou 'energia' com exames normais — não é tratamento médico e expõe a riscos cardiovasculares, hepáticos e reprodutivos.
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