Infecção sexualmente transmissível extremamente comum, frequentemente assintomática, mas associada a verrugas genitais e a cânceres de pênis, ânus e orofaringe.
Agendar avaliação
Sobre a condição
Sintomas
Diagnóstico
O diagnóstico começa na consulta, com o médico examinando a olho nu a glande, o prepúcio, o corpo do pênis, a bolsa escrotal e a região ao redor do ânus em busca de verrugas ou lesões. Como nem toda lesão do HPV é visível, o urologista pode fazer a peniscopia: aplica-se ácido acético (uma solução parecida com vinagre) sobre a pele, e as áreas afetadas ficam esbranquiçadas, revelando lesões que passariam despercebidas. O exame é rápido e indolor. Quando alguma lesão levanta suspeita de malignidade, colhe-se uma pequena amostra para análise no laboratório (biópsia). Em situações específicas, faz-se ainda a tipagem do vírus por PCR, um teste que identifica qual subtipo de HPV está presente.
Tratamento
Antes de tudo, uma informação que tranquiliza: na maioria das pessoas, o próprio organismo elimina o HPV naturalmente em 1 a 2 anos, sem que ele se torne uma infecção crônica obrigatória. Não existe um remédio que "mate" o vírus de vez — o tratamento foca em remover as lesões e ajudar o organismo a controlar a infecção. As abordagens costumam ser combinadas conforme o tamanho, o número e a localização das lesões. Destruição física das lesões (retirar a verruga em si): - Cauterização química, com aplicação de ácido tricloroacético sobre a lesão. - Crioterapia: congelamento das verrugas com nitrogênio líquido. - Eletrocauterização ou laser, que queimam a lesão de forma controlada. - Retirada cirúrgica, reservada para lesões maiores ou que não responderam aos outros métodos. Terapias que estimulam a imunidade (ajudam o corpo a combater o vírus): - Imiquimode em creme, aplicado pelo próprio paciente, que ativa a defesa local da pele. - Podofilotoxina ou sinecatequinas, usadas em alguns casos. Apoio psicológico: o diagnóstico costuma vir acompanhado de vergonha, medo e receio nas relações afetivas. Falar sobre isso faz parte do cuidado. Prevenção: - Vacina contra o HPV: no SUS, é oferecida de rotina para meninos e meninas de 9 a 14 anos, em esquema de 2 doses — essa é a faixa etária de vacinação universal. A vacina é aprovada até os 45 anos, mas, após os 14 anos, a oferta gratuita fica restrita a grupos específicos (como imunossuprimidos, pessoas vivendo com HIV e transplantados); fora desses grupos, a vacinação de adultos é feita na rede particular e a indicação é individualizada. Ela é mais eficaz quando aplicada antes do início da vida sexual, mas ainda protege contra subtipos com os quais a pessoa não teve contato. - Uso regular de preservativo, que reduz — mas não elimina totalmente — o risco de transmissão, já que o vírus pode estar em áreas de pele não cobertas pela camisinha. - Exames periódicos com o urologista.
Tem dúvidas sobre HPV em Homens?
Agende uma consulta com o Dr. Fred e tenha um diagnóstico personalizado.
Agendar consulta