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Saúde Urológica

HPV em Homens

Infecção sexualmente transmissível ligada a verrugas e câncer

Infecção sexualmente transmissível extremamente comum, frequentemente assintomática, mas associada a verrugas genitais e a cânceres de pênis, ânus e orofaringe.

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Ilustração anatômica — HPV em Homens
Ilustração original produzida para fins educativos.

Sobre a condição

O HPV (sigla para Papilomavírus Humano) é um vírus que se transmite pelo contato íntimo e é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns que existem — a maioria das pessoas sexualmente ativas entra em contato com ele em algum momento da vida. Na maior parte das vezes ele não dá nenhum sinal: a pessoa carrega o vírus sem saber. Em outras, ele provoca lesões na pele e nas mucosas da região genital, e alguns tipos estão ligados ao câncer — de pênis, de ânus, da boca e da garganta (orofaringe). Como se pega: - Contato direto com a pele ou as mucosas de quem está infectado durante a relação sexual, seja ela vaginal, anal ou oral. - Contato com verrugas visíveis ou compartilhamento de objetos íntimos. - É importante entender que a transmissão pode acontecer mesmo quando a pessoa não tem nenhum sintoma — não dá para saber "de olho" quem carrega o vírus. Por que tratar importa? A tentação é achar que uma verruga pequena e indolor não tem importância. Mas mesmo lesões que parecem inofensivas continuam contagiosas e podem passar o vírus adiante. Tratar as lesões reduz o risco de transmissão para o parceiro ou parceira, evita que elas cresçam ou se multipliquem e diminui a chance de que alguns tipos de HPV evoluam, ao longo do tempo, para um câncer.

Sintomas

Condilomas acuminados (verrugas genitais) na glande, prepúcio, corpo do pênis, bolsa escrotal ou região perianal
Lesões subclínicas detectadas apenas com ácido acético ou exames específicos
Pode ser totalmente assintomática
Em alguns casos, prurido ou irritação local

Diagnóstico

O diagnóstico começa na consulta, com o médico examinando a olho nu a glande, o prepúcio, o corpo do pênis, a bolsa escrotal e a região ao redor do ânus em busca de verrugas ou lesões. Como nem toda lesão do HPV é visível, o urologista pode fazer a peniscopia: aplica-se ácido acético (uma solução parecida com vinagre) sobre a pele, e as áreas afetadas ficam esbranquiçadas, revelando lesões que passariam despercebidas. O exame é rápido e indolor. Quando alguma lesão levanta suspeita de malignidade, colhe-se uma pequena amostra para análise no laboratório (biópsia). Em situações específicas, faz-se ainda a tipagem do vírus por PCR, um teste que identifica qual subtipo de HPV está presente.

Tratamento

Antes de tudo, uma informação que tranquiliza: na maioria das pessoas, o próprio organismo elimina o HPV naturalmente em 1 a 2 anos, sem que ele se torne uma infecção crônica obrigatória. Não existe um remédio que "mate" o vírus de vez — o tratamento foca em remover as lesões e ajudar o organismo a controlar a infecção. As abordagens costumam ser combinadas conforme o tamanho, o número e a localização das lesões. Destruição física das lesões (retirar a verruga em si): - Cauterização química, com aplicação de ácido tricloroacético sobre a lesão. - Crioterapia: congelamento das verrugas com nitrogênio líquido. - Eletrocauterização ou laser, que queimam a lesão de forma controlada. - Retirada cirúrgica, reservada para lesões maiores ou que não responderam aos outros métodos. Terapias que estimulam a imunidade (ajudam o corpo a combater o vírus): - Imiquimode em creme, aplicado pelo próprio paciente, que ativa a defesa local da pele. - Podofilotoxina ou sinecatequinas, usadas em alguns casos. Apoio psicológico: o diagnóstico costuma vir acompanhado de vergonha, medo e receio nas relações afetivas. Falar sobre isso faz parte do cuidado. Prevenção: - Vacina contra o HPV: no SUS, é oferecida de rotina para meninos e meninas de 9 a 14 anos, em esquema de 2 doses — essa é a faixa etária de vacinação universal. A vacina é aprovada até os 45 anos, mas, após os 14 anos, a oferta gratuita fica restrita a grupos específicos (como imunossuprimidos, pessoas vivendo com HIV e transplantados); fora desses grupos, a vacinação de adultos é feita na rede particular e a indicação é individualizada. Ela é mais eficaz quando aplicada antes do início da vida sexual, mas ainda protege contra subtipos com os quais a pessoa não teve contato. - Uso regular de preservativo, que reduz — mas não elimina totalmente — o risco de transmissão, já que o vírus pode estar em áreas de pele não cobertas pela camisinha. - Exames periódicos com o urologista.

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FAQ

Perguntas frequentes

As lesões causadas pelo HPV são tratáveis e na maioria dos casos o vírus é eliminado naturalmente pelo sistema imune em 1 a 2 anos. Entretanto, o vírus pode permanecer latente, com possibilidade de recidiva. O tratamento foca em remover as lesões e reduzir transmissão.
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