Deslocamento ou descida de órgãos pélvicos (bexiga, útero, reto) pela vagina, por enfraquecimento dos músculos e ligamentos do assoalho pélvico.
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Sobre a condição
Sintomas
Diagnóstico
O diagnóstico é feito no exame ginecológico. Durante a consulta, o médico pede que a paciente faça força para baixo, como se fosse evacuar (a chamada manobra de Valsalva): esse esforço faz o prolapso "aparecer" e mostra até onde cada órgão desce. É um exame rápido e sem cortes. Para padronizar a gravidade, usa-se uma escala chamada POP-Q, que mede em pontos o quanto cada parede da vagina e cada órgão desceram — isso ajuda a comparar a evolução ao longo do tempo e a planejar o tratamento. Quando necessário, avalia-se também como a bexiga e o reto estão funcionando.
Tratamento
Nem todo prolapso precisa de cirurgia. Casos leves, principalmente quando não incomodam, podem apenas ser acompanhados, e boa parte dos sintomas responde a medidas conservadoras. Tratamentos sem cirurgia: - Fisioterapia do assoalho pélvico: exercícios orientados que fortalecem os músculos que sustentam os órgãos, melhorando o apoio e os sintomas. - Pessário vaginal: um dispositivo colocado dentro da vagina para "escorar" os órgãos no lugar. É uma ótima opção para quem não quer ou não pode operar, e pode ser usado por anos com acompanhamento periódico. - Estrogênio local: creme vaginal de hormônio para mulheres na menopausa, que melhora a qualidade e a resistência dos tecidos. Tratamentos cirúrgicos (para casos mais avançados ou que não melhoram): - Colporrafia anterior ou posterior: reforço da parede da vagina que está frouxa, feito com os próprios tecidos da paciente (sem tela). - Correção do útero: pode-se fixá-lo de volta no lugar (histeropexia) ou retirá-lo pela vagina (histerectomia vaginal), com correção associada do suporte. - Sacrocolpopexia laparoscópica ou robótica: técnica mais avançada, sobretudo para a descida do fundo da vagina, em que os órgãos são reancorados a uma estrutura firme da pelve com o auxílio de uma tela. Colocada por essa via abdominal (laparoscópica ou robótica), a tela é considerada segura e continua recomendada. Um esclarecimento importante sobre "telas", porque gera muita confusão: - A tela transvaginal usada para corrigir o prolapso (colocada por dentro da vagina) não é mais recomendada como conduta de rotina. Por causa de complicações graves (erosão da tela, dor crônica, dor na relação sexual), teve a comercialização suspensa pelo FDA em 2019, com alertas semelhantes da ANVISA e de sociedades médicas — e a maioria dos serviços abandonou essa via. - Isso é diferente do sling suburetral, uma faixa usada para tratar a incontinência urinária de esforço (não o prolapso). Para essa finalidade, o sling segue sendo amplamente aceito, com perfil de segurança bem estabelecido. Como o prolapso pode voltar, tratar os fatores que sobrecarregam a pelve (obesidade, tosse crônica, prisão de ventre) e manter a fisioterapia fazem parte do cuidado antes e depois de qualquer tratamento.
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