Cavidade cheia de líquido que persiste entre a bexiga e o umbigo devido ao não fechamento do úraco, estrutura embrionária. Pode infectar ou, raramente, malignizar.
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Sobre a condição
Sintomas
Diagnóstico
A suspeita geralmente nasce da história: secreção saindo pelo umbigo, dor entre o umbigo e o baixo ventre ou infecções repetidas na região. No consultório, o médico palpa o abdome procurando um ponto doloroso ou uma massa no trajeto entre o umbigo e a bexiga. Os exames de imagem confirmam e mapeiam o problema: - Ultrassonografia abdominal: indolor e sem radiação, costuma ser o primeiro passo — mostra a bolsa de líquido e sua relação com a bexiga. - Tomografia computadorizada (TC): detalha o trajeto do úraco, o tamanho do cisto e sinais de infecção ou de lesão suspeita, ajudando a planejar a cirurgia. - Cistografia: reservada aos casos com suspeita de fístula — um contraste é colocado dentro da bexiga para revelar, nas imagens, se existe comunicação com o umbigo.
Tratamento
Aqui o tratamento definitivo é cirúrgico — e há uma razão clara: enquanto o trajeto do úraco existir, ele pode voltar a infectar e mantém o risco (raro) de virar câncer. Por isso, a ressecção cirúrgica completa do cisto e de todo o trato uracal é o padrão-ouro. Como funciona na prática: - Se o paciente chega com infecção aguda (dor, secreção, abscesso), o primeiro passo são antibióticos, para esfriar o quadro. A cirurgia é feita depois, de forma eletiva e programada, com a região já sem inflamação. - A cirurgia remove o cisto e todo o trajeto do úraco, geralmente incluindo uma pequena cunha da cúpula da bexiga (a parte de cima do órgão), para que nada do tecido anômalo fique para trás. Hoje é frequentemente realizada por via laparoscópica ou robótica — pequenas incisões, baixa morbidade e recuperação rápida. Depois da cirurgia: - Todo o material removido é enviado para avaliação histopatológica (análise no microscópio), etapa importante para descartar qualquer sinal de malignidade. - A ressecção completa é curativa na grande maioria dos casos; o acompanhamento pós-operatório completa a segurança do tratamento, especialmente em situações de risco aumentado.
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