Doença rara caracterizada por tecido fibroso inflamatório no retroperitônio, que envolve e comprime ureteres, vasos e outros órgãos, podendo levar à hidronefrose.
Agendar avaliação
Sobre a condição
Sintomas
Diagnóstico
O diagnóstico se apoia principalmente em exames de imagem. A tomografia computadorizada (TC) e a ressonância magnética (RM) são os exames que mostram, com clareza, a massa de tecido fibroso envolvendo a aorta, a veia cava e os ureteres — é isso que o médico procura para confirmar a doença e medir a sua extensão. Para avaliar se os rins já estão sofrendo, usam-se o ultrassom ou a cintilografia renal, que mostram se há dilatação (hidronefrose) e o quanto cada rim ainda está funcionando. Exames de sangue ajudam a medir a inflamação no corpo (marcadores como PCR e VHS) e a checar a função dos rins. Em alguns casos, quando há suspeita de que por trás da fibrose exista um tumor, ou quando o diagnóstico não está claro, é feita uma biópsia — a retirada de um pequeno fragmento do tecido para análise no microscópio.
Tratamento
O tratamento tem duas frentes que costumam andar juntas: controlar a inflamação que forma o tecido fibroso e desobstruir os ureteres quando o escoamento da urina está comprometido. Tratamento medicamentoso (a base do tratamento): - Corticoides: são a primeira escolha. Reduzem a inflamação e podem diminuir o tecido fibroso, aliviando a compressão sobre os ureteres. - Imunossupressores (como azatioprina, micofenolato ou rituximabe): medicamentos que "acalmam" o sistema imune, usados sobretudo nos casos que não respondem aos corticoides ou de origem autoimune. - Durante todo o tratamento, a função dos rins e os marcadores de inflamação são monitorados de perto para acompanhar a resposta. Desobstrução das vias urinárias (quando o ureter está bloqueado): - Cateter duplo J ou nefrostomia: formas de restabelecer o fluxo de urina rapidamente. O duplo J é um tubinho fino colocado por dentro do ureter para mantê-lo aberto; a nefrostomia é um dreno que sai direto do rim pela pele. São usados para proteger o rim, sobretudo nos casos de obstrução com risco à função renal. - Cirurgia de ureterólise: a "libertação" do ureter, em que o cirurgião solta o canal preso dentro do tecido fibroso. Em alguns casos, o ureter é reposicionado para longe da fibrose, evitando que volte a ser comprimido.
Procedimentos relacionados
Tem dúvidas sobre Fibrose Retroperitoneal?
Agende uma consulta com o Dr. Fred e tenha um diagnóstico personalizado.
Agendar consulta