Presença de sangue na urina, visível ou microscópica. Sinal de alerta importante que exige investigação detalhada, pois pode indicar desde causas benignas até câncer.
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Sobre a condição
Sintomas
Diagnóstico
A investigação começa no consultório, com uma conversa detalhada: quando o sangramento apareceu, se dói ou não, quais remédios o paciente usa (especialmente anticoagulantes), se fuma e se há histórico familiar de doenças urológicas. O exame físico complementa essa primeira avaliação. A partir daí, os exames seguem a lógica de 'procurar em todos os andares' do trato urinário: - Exame de urina com sedimento urinário: confirma o sangue e dá pistas da origem. - Urocultura: verifica se há infecção causando o sangramento. - Citologia urinária: procura células anormais na urina, usada nos casos com suspeita de tumor. - Urotomografia (TC): o padrão-ouro para avaliar causas estruturais — mostra rins, ureteres e bexiga em detalhe, revelando pedras e lesões. - Cistoscopia: um aparelho fino com câmera é introduzido pela uretra (o canal da urina) e permite ao médico olhar diretamente o interior da bexiga. A indicação depende de uma estratificação de risco individualizada, que leva em conta vários fatores — não só tabagismo, idade acima de 50 anos e hematúria persistente, mas também sexo masculino, a quantidade de hemácias por campo, exposição ocupacional a substâncias químicas e a presença de sintomas urinários irritativos. Por isso, mesmo uma mulher jovem e não fumante pode ter indicação de cistoscopia conforme o conjunto do quadro. E vale a regra firme: hematúria macroscópica (sangue visível a olho nu), em qualquer idade, deve ser investigada com exame de imagem e cistoscopia.
Tratamento
Não existe um remédio único para hematúria — o tratamento é sempre o da causa encontrada na investigação: - Cistites e infecções: antibióticos resolvem o quadro e, com ele, o sangramento. - Cálculos (pedras): controle da dor e, quando necessário, intervenção para removê-los — LECO (ondas de choque aplicadas por fora do corpo, que fragmentam a pedra), ureteroscopia (endoscopia pelo próprio canal urinário até a pedra) ou PCNL (retirada da pedra por um pequeno acesso nas costas). - Tumores: ressecção, cirurgia, quimioterapia ou imunoterapia, conforme o caso. - Hiperplasia prostática benigna: tratamento clínico ou cirúrgico do aumento da próstata. - Anticoagulantes: ajuste do esquema, se necessário — mas atenção: mesmo em quem usa esses remédios, a hematúria não deve ser atribuída direto à medicação. É preciso excluir uma lesão que esteja sangrando por baixo. Um lembrete que vale repetir: hematúria sem causa aparente, recorrente ou que 'passou sozinha' exige investigação completa pelo urologista. O desaparecimento do sangramento não significa que o problema foi embora.
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