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Saúde Urológica

Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs)

Infecções transmitidas por contato sexual, muitas vezes silenciosas

Infecções transmitidas principalmente por contato sexual desprotegido. Muitas são assintomáticas, especialmente no início, contribuindo para sua disseminação silenciosa.

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Ilustração anatômica — Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs)
Ilustração original produzida para fins educativos.

Sobre a condição

As Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) são infecções que passam de uma pessoa para outra principalmente pelo contato sexual desprotegido — e o traço mais traiçoeiro delas é o silêncio. Muitas não dão sintoma nenhum, especialmente no início: a pessoa se sente perfeitamente bem enquanto a infecção avança e é transmitida adiante. Afetam homens e mulheres, em qualquer idade, e o urologista tem papel central no diagnóstico, tratamento e prevenção dessas condições nos homens. As principais ISTs atendidas no consultório urológico: Clamídia e gonorreia: - Causam secreção saindo pela uretra (o canal da urina) — purulenta ou clara — e ardência ao urinar. - Sem tratamento, podem evoluir para epididimite (inflamação do epidídimo, a estrutura atrás do testículo por onde passam os espermatozoides) e até infertilidade. - O tratamento é com antibióticos: a gonorreia costuma ser tratada com uma dose única injetável, e a clamídia com um esquema oral de 7 dias (doxiciclina), conforme a orientação atual. HPV (Papilomavírus Humano): - Causa as verrugas genitais (condilomas acuminados). - Alguns subtipos do vírus estão ligados ao câncer de pênis, de ânus e de garganta. - Trata-se com cauterização química, laser ou cirurgia. - Existe vacina, aprovada até os 45 anos; a vacinação de rotina, porém, é indicada para adolescentes e jovens. Depois dos 26 anos, a indicação é individualizada (decisão compartilhada com o médico), e não uma recomendação automática para todos. Herpes genital: - Causada pelo vírus HSV-2 (ou HSV-1). - Provoca pequenas bolhas dolorosas na região genital, que se rompem e viram feridas (úlceras). - É uma condição crônica: o vírus permanece no organismo e provoca surtos que vão e voltam. - Os antivirais (aciclovir, valaciclovir) tratam os surtos. Sífilis: - Começa com uma ferida que não dói (o 'cancro duro') — e, justamente por não doer, muita gente ignora. Depois vêm erupções na pele e manifestações pelo corpo. - O diagnóstico é feito por exames de sangue (sorologias VDRL e FTA-Abs). - O tratamento é com penicilina benzatina. HIV: - O vírus da imunodeficiência humana, transmitido por relações sexuais desprotegidas, sangue contaminado ou da mãe para o filho. - A urologia atua identificando sinais precoces e fazendo a triagem quando há outras ISTs associadas. Tricomoníase, micoplasma e ureaplasma: - Causam uretrites inespecíficas — inflamações do canal da urina sem uma causa óbvia à primeira vista. - O diagnóstico é feito por PCR ou cultura, e o tratamento, com antibióticos. Por que tratar importa? Uma IST não tratada não desaparece sozinha: pode causar infertilidade (caso de clamídia e gonorreia), está ligada a alguns tipos de câncer (subtipos do HPV) e continua sendo transmitida a parceiros e parceiras sem que ninguém perceba. O diagnóstico precoce muda esse curso. Diferenciais do Dr. Frederico Mascarenhas: - Abordagem sem julgamento, acolhedora e confidencial. - Diagnóstico e tratamento com discrição e agilidade. - Foco na prevenção, no rastreamento e na educação em saúde sexual masculina.

Sintomas

Secreção uretral (purulenta ou clara)
Ardência ou dor ao urinar
Verrugas, úlceras ou bolhas genitais
Lesões indolores (cancro) ou dolorosas
Aumento de linfonodos inguinais
Muitas vezes assintomática, especialmente no início

Diagnóstico

A consulta começa por uma conversa franca e confidencial, sem julgamento. O médico pergunta sobre o tipo de exposição, o tempo desde o contato e os sintomas, e examina a região genital procurando secreções, feridas, verrugas ou gânglios aumentados na virilha. Os exames são escolhidos conforme a suspeita: - Coleta de secreção uretral: quando há corrimento, uma amostra é colhida do canal da urina para bacterioscopia e cultura — a identificação do micro-organismo no laboratório. - PCR: teste que detecta o material genético do agente, usado para clamídia, gonococo, micoplasma e ureaplasma. - Sorologias: exames de sangue para sífilis (VDRL, FTA-Abs), HIV e hepatites B e C. Diante de uma IST confirmada, é rotina rastrear as demais. - Peniscopia e biópsia: nas lesões suspeitas de HPV, a pele do pênis é examinada com aumento (peniscopia) e, se necessário, um pequeno fragmento é retirado para análise (biópsia).

Tratamento

A maioria das ISTs tem tratamento eficaz — e várias têm cura com esquemas simples. O tratamento é específico para cada infecção: - Clamídia e gonorreia: gonorreia em dose única injetável; clamídia em esquema oral de 7 dias (doxiciclina), conforme a orientação atual. - HPV: as verrugas são removidas com cauterização química, laser, cirurgia ou imunomoduladores tópicos (cremes que estimulam a defesa local da pele). - Herpes genital: antivirais (aciclovir, valaciclovir) nos surtos ou em uso contínuo (tratamento supressivo) para quem tem recorrências frequentes. - Sífilis: penicilina benzatina. - Tricomoníase, micoplasma e ureaplasma: antibióticos específicos para cada agente. - HIV: encaminhamento ao infectologista para terapia antirretroviral. Tão importante quanto tratar é prevenir: - Preservativo em todas as relações — a principal medida de proteção. - Vacinação contra HPV e hepatite B. - Testes periódicos em pessoas sexualmente ativas, mesmo sem sintomas — lembrando que muitas ISTs são silenciosas. - Educação sexual e diálogo aberto com profissionais de saúde. Teve uma relação de risco recente? Procure avaliação o quanto antes: em algumas situações há indicação de profilaxia pós-exposição (PEP) para o HIV, que precisa ser iniciada nas primeiras 72 horas.

Vídeos sobre o tema

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FAQ

Perguntas frequentes

Sim. Muitas ISTs (clamídia, HPV, HIV, sífilis inicial) podem ser assintomáticas, especialmente nas fases iniciais. Por isso, testes periódicos em pessoas sexualmente ativas são fundamentais, mesmo na ausência de sintomas.
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