Infecções transmitidas principalmente por contato sexual desprotegido. Muitas são assintomáticas, especialmente no início, contribuindo para sua disseminação silenciosa.
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Sobre a condição
Sintomas
Diagnóstico
A consulta começa por uma conversa franca e confidencial, sem julgamento. O médico pergunta sobre o tipo de exposição, o tempo desde o contato e os sintomas, e examina a região genital procurando secreções, feridas, verrugas ou gânglios aumentados na virilha. Os exames são escolhidos conforme a suspeita: - Coleta de secreção uretral: quando há corrimento, uma amostra é colhida do canal da urina para bacterioscopia e cultura — a identificação do micro-organismo no laboratório. - PCR: teste que detecta o material genético do agente, usado para clamídia, gonococo, micoplasma e ureaplasma. - Sorologias: exames de sangue para sífilis (VDRL, FTA-Abs), HIV e hepatites B e C. Diante de uma IST confirmada, é rotina rastrear as demais. - Peniscopia e biópsia: nas lesões suspeitas de HPV, a pele do pênis é examinada com aumento (peniscopia) e, se necessário, um pequeno fragmento é retirado para análise (biópsia).
Tratamento
A maioria das ISTs tem tratamento eficaz — e várias têm cura com esquemas simples. O tratamento é específico para cada infecção: - Clamídia e gonorreia: gonorreia em dose única injetável; clamídia em esquema oral de 7 dias (doxiciclina), conforme a orientação atual. - HPV: as verrugas são removidas com cauterização química, laser, cirurgia ou imunomoduladores tópicos (cremes que estimulam a defesa local da pele). - Herpes genital: antivirais (aciclovir, valaciclovir) nos surtos ou em uso contínuo (tratamento supressivo) para quem tem recorrências frequentes. - Sífilis: penicilina benzatina. - Tricomoníase, micoplasma e ureaplasma: antibióticos específicos para cada agente. - HIV: encaminhamento ao infectologista para terapia antirretroviral. Tão importante quanto tratar é prevenir: - Preservativo em todas as relações — a principal medida de proteção. - Vacinação contra HPV e hepatite B. - Testes periódicos em pessoas sexualmente ativas, mesmo sem sintomas — lembrando que muitas ISTs são silenciosas. - Educação sexual e diálogo aberto com profissionais de saúde. Teve uma relação de risco recente? Procure avaliação o quanto antes: em algumas situações há indicação de profilaxia pós-exposição (PEP) para o HIV, que precisa ser iniciada nas primeiras 72 horas.
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