Crescimento não canceroso da próstata, comum a partir dos 50 anos, que comprime a uretra e causa sintomas urinários do trato urinário inferior (LUTS).
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Sobre a condição
Sintomas
Diagnóstico
O diagnóstico começa na conversa: o urologista quer entender o quanto os sintomas atrapalham o dia a dia e o sono. Em seguida, alguns passos práticos: - Toque retal: como a próstata fica encostada na parede do reto, o médico consegue senti-la com o dedo (um exame de poucos segundos) e avaliar seu tamanho, sua consistência e se há alguma irregularidade que peça mais investigação. - PSA (Antígeno Prostático Específico): exame de sangue simples que ajuda a rastrear alterações da próstata. - Ultrassonografia prostática: mede o volume da glândula e avalia a bexiga. - Exames de urina: para descartar infecção e sangramento. - Estudo urodinâmico: em casos selecionados, avalia com mais detalhe a força do jato e como a bexiga está funcionando.
Tratamento
A boa notícia é que a maioria dos casos não precisa de cirurgia — muitos homens melhoram só com ajustes de hábito e, quando necessário, remédios. Medidas conservadoras (primeira linha nos casos leves): - Mudanças no estilo de vida: reduzir líquidos à noite, evitar cafeína e álcool (que irritam a bexiga) e fazer treinamento vesical para reeducar o hábito de urinar. - Medicamentos: - Alfabloqueadores (ex.: tansulosina) relaxam a musculatura da próstata e da bexiga, aliviando o jato de forma relativamente rápida. - Inibidores da 5-alfa-redutase (ex.: finasterida) reduzem o volume da próstata ao longo do tempo, úteis nas glândulas maiores. - Em casos mais sintomáticos, os dois podem ser combinados. Quando os sintomas persistem ou surgem complicações, entram os procedimentos — hoje muito menos invasivos do que antigamente. Procedimentos minimamente invasivos: - Rezum: usa vapor d'água quente para "murchar" o excesso de tecido; indicado para próstatas pequenas a moderadas. - Urolift: pequenos implantes que afastam o tecido prostático da uretra, abrindo o canal sem remover a próstata. - HOLEP (enucleação com laser de Holmium): remove grandes volumes de tecido com segurança, mesmo em próstatas volumosas. Cirurgias: - RTU da próstata (ressecção transuretral): raspagem do tecido que obstrui, feita por dentro da uretra; opção tradicional para casos moderados a graves. - Prostatectomia aberta ou robótica: reservada para próstatas muito volumosas. Hoje é uma opção de exceção — com HOLEP e outras técnicas a laser, a cirurgia aberta ficou cada vez mais rara. Um ponto sempre conversado antes de decidir: alguns tratamentos podem alterar a ejaculação — a chamada ejaculação retrógrada, em que o sêmen segue para a bexiga em vez de sair, sem perda do orgasmo. Aqui vale distinguir dois efeitos diferentes. O Urolift e o Rezum são as técnicas com menor chance de causar ejaculação retrógrada, preservando bem a ejaculação. Já o HOLEP e a RTU preservam bem a ereção, mas frequentemente causam ejaculação retrógrada (assim como acontece na RTU tradicional).
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