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Procedimento

HoLEP — Enucleação Endoscópica da Próstata a Laser

Tratamento definitivo para HPB em próstatas volumosas

Remoção completa do adenoma prostático por via endoscópica com laser de Holmium ou Thulium — ideal para próstatas grandes (>80g) e pacientes anticoagulados.

Ilustração — HoLEP — Enucleação Endoscópica da Próstata a Laser
Ilustração original produzida para fins educativos.

Sobre o procedimento

A HoLEP é uma cirurgia moderna para tratar a hiperplasia prostática benigna (HPB) — o crescimento não canceroso da próstata que aperta o canal da urina e dificulta o ato de urinar. A sigla vem do inglês e significa enucleação da próstata com laser de Holmium; quando o laser usado é o de Thulium, a técnica se chama ThuLEP. É indicada principalmente para próstatas de médio a grande volume. Para entender a lógica, vale uma comparação: pense na próstata como uma laranja. A parte que cresce e obstrui (o adenoma) é a polpa; a cápsula da próstata é a casca. A HoLEP usa o laser para descolar a polpa inteira da casca, em bloco — o mesmo resultado da cirurgia aberta tradicional (a técnica de Millin), mas sem nenhum corte externo: tudo é feito por dentro, pelo canal da uretra. É isso que a diferencia da RTU tradicional, que remove o tecido em pedacinhos. Ao retirar o adenoma por completo, a HoLEP oferece uma desobstrução mais completa, menor chance de precisar operar de novo no futuro e um perfil de segurança excelente — inclusive em quem usa anticoagulantes (remédios que afinam o sangue).

Quando é indicado

HPB com próstatas volumosas (>80g)
Retenção urinária refratária
Sintomas urinários severos não responsivos a medicamentos
Pacientes em uso de anticoagulantes ou com alto risco cirúrgico
Necessidade de desobstrução com preservação anatômica e funcional

Como é realizado

Todo o procedimento acontece por dentro, pelo canal da urina — não há cortes na pele. Com o paciente sob anestesia geral ou raquidiana (a anestesia aplicada nas costas, que adormece da cintura para baixo), o cirurgião introduz pela uretra um endoscópio — um tubo fino com câmera — equipado com a fibra de laser (Holmium ou Thulium). Guiado pela imagem, o laser vai descolando o adenoma inteiro das zonas centrais e transicionais da próstata (as regiões internas onde o tecido cresce), separando-o da cápsula — o movimento de tirar a polpa da laranja sem romper a casca. O tecido descolado é deslocado para dentro da bexiga, onde um aparelho chamado morcelador o fragmenta em pedaços pequenos, que são aspirados em seguida. Tudo sai pelo mesmo caminho por onde os instrumentos entraram. Ao final, uma sonda vesical (um tubo fino que drena a urina da bexiga) é deixada por um curto período no pós-operatório.

Vantagens

Remoção mais completa do tecido hiperplásico (resultado próximo ao da cirurgia aberta)
Menor taxa de reoperação a longo prazo
Redução significativa do sangramento intraoperatório — ideal para anticoagulados
Preservação da continência urinária
Recuperação funcional mais rápida que a cirurgia aberta
Sem cortes externos

Recuperação

A recuperação costuma ser rápida para o porte da cirurgia. A sonda vesical permanece por 1 a 2 dias, e a alta hospitalar acontece em geral entre 24 e 48 horas. Em casa, as atividades leves podem ser retomadas em até 1 semana. A melhora costuma ser percebida logo: em poucos dias, o fluxo urinário e os sintomas melhoram de forma significativa.

Riscos e cuidados

Os riscos existem, como em qualquer cirurgia, mas o perfil de segurança é um dos pontos fortes da técnica: • Sintomas urinários irritativos transitórios: ardência ou vontade frequente de urinar nos primeiros tempos; incomodam, mas passam. • Perda urinária de esforço transitória: nas primeiras semanas, uma parcela dos pacientes (em torno de 10 a 20%) nota escape de urina ao tossir ou fazer força. É a queixa mais comum do pós-operatório da HoLEP e, na grande maioria, se resolve em até 3 a 6 meses — a fisioterapia do assoalho pélvico ajuda a acelerar. • Infecção urinária: pode ocorrer, como em qualquer procedimento no trato urinário. • Sangramento leve: possível — e um dos diferenciais da técnica é justamente o sangramento reduzido. • Alteração da ejaculação (disfunção ejaculatória): frequente e esperada após qualquer cirurgia que desobstrui a próstata. Não é uma falha da técnica, e sim uma consequência conhecida desse tipo de operação — vale conversar sobre isso na consulta. • Estenose da uretra ou do colo da bexiga: um estreitamento do canal por cicatrização; é rara.

Vídeos sobre o procedimento

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FAQ

Perguntas frequentes

A HoLEP enuclea o adenoma inteiro, semelhante à cirurgia aberta, enquanto a RTU remove o tecido em fragmentos pequenos. Para próstatas grandes (>80g), a HoLEP oferece remoção mais completa e menor taxa de reoperação a longo prazo.
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