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Procedimento

Ablação Térmica de Tumores Renais (Radiofrequência ou Crioablação)

Destruição de tumores renais pequenos por calor ou frio guiada por imagem

Alternativa minimamente invasiva à cirurgia para tumores renais pequenos em pacientes com alto risco cirúrgico ou função renal comprometida.

Ilustração — Ablação Térmica de Tumores Renais (Radiofrequência ou Crioablação)
Ilustração original produzida para fins educativos.

Sobre o procedimento

A ablação térmica é uma forma de tratar tumores pequenos do rim sem cirurgia convencional: em vez de cortar o tumor fora, ele é destruído no próprio lugar, usando temperatura extrema — calor ou frio. Pense em "desativar" o tumor por dentro, através de agulhas finas que atravessam a pele, em vez de abrir o abdome para retirá-lo. Existem duas técnicas principais: - Radiofrequência: uma sonda aquece o tumor a mais de 60°C, temperatura em que as células tumorais morrem. - Crioablação: o caminho oposto — o tumor é congelado a temperaturas abaixo de -40°C, em ciclos de congelamento e descongelamento. Nos dois casos, tudo é feito por punção percutânea (agulhas que atravessam a pele, sem cortes) e guiado por tomografia ou ultrassonografia, que mostram ao médico exatamente onde as sondas estão. A ablação é indicada principalmente para tumores renais pequenos (menores que 4 cm), e brilha em um perfil específico de paciente: quem tem alto risco cirúrgico, função renal já comprometida ou não pode — ou não quer — passar por uma cirurgia. Nesses casos, ela oferece tratamento eficaz com o mínimo de agressão ao corpo e máxima preservação do rim.

Quando é indicado

Tumores renais pequenos (estágio T1a, até 4 cm)
Pacientes idosos ou com múltiplas comorbidades
Função renal única ou comprometida
Tumores de localização favorável (periféricos)
Pacientes não candidatos a cirurgia ou que recusam abordagem cirúrgica

Como é realizado

Em geral, o procedimento é feito com anestesia local e sedação — você fica dormindo levemente, sem sentir dor. Em alguns casos, especialmente na crioablação, que é mais demorada, opta-se pela anestesia geral. Antes da ablação, aliás, a recomendação atual é fazer uma biópsia do tumor — a retirada de um pequeno fragmento por agulha. Como o tumor será destruído no lugar, e não removido para análise completa, é a biópsia que confirma o diagnóstico e orienta o tratamento e o acompanhamento. O médico introduz as sondas através da pele, diretamente no tumor, acompanhando o trajeto em tempo real pela tomografia ou pelo ultrassom. Com as sondas posicionadas, a energia é aplicada: - Na radiofrequência (RFA), o tumor é aquecido a mais de 60°C até a necrose — a morte do tecido tumoral. - Na crioablação, o tumor é congelado abaixo de -40°C, em ciclos repetidos de congelamento e descongelamento. Na maioria dos casos, uma única sessão é suficiente — mas uma parcela dos pacientes precisa de retratamento, especialmente quando o tumor é maior. Como não há cortes, a alta costuma sair no mesmo dia ou no dia seguinte.

Vantagens

Preservação máxima do parênquima renal
Menor risco de complicações em relação à cirurgia
Recuperação rápida e mínima dor pós-operatória
Repetível em caso de recidiva
Pode ser feita ambulatorialmente ou com internação muito curta
Alta taxa de controle local em tumores <3 cm (>90%)

Recuperação

A recuperação é rápida. A alta hospitalar geralmente acontece no mesmo dia ou no dia seguinte, e o retorno às atividades habituais em poucos dias — sem os cuidados de ferida operatória e as semanas de restrição de uma cirurgia convencional. O que não pode ser negligenciado é o acompanhamento. Como o tumor foi destruído no lugar, e não retirado, a confirmação de que o tratamento funcionou vem dos exames de imagem: tomografia ou ressonância, repetidas em períodos definidos pelo protocolo oncológico. Essa vigilância é rigorosa e faz parte do tratamento — é ela que garante que qualquer resquício ou retorno do tumor seja detectado cedo.

Riscos e cuidados

As complicações possíveis são, em geral, menos frequentes e menos graves que as de uma cirurgia: - Hematoma renal: acúmulo de sangue ao redor do rim, no ponto das punções. Costuma se resolver com observação. - Hematúria leve: um pouco de sangue na urina nos primeiros dias, que tende a desaparecer sozinho. - Lesão de estruturas vizinhas: rara, porque as sondas são posicionadas sob visão de imagem em tempo real. Dependendo da localização do tumor, os riscos específicos incluem vazamento de urina (quando o tumor fica perto do sistema coletor), lesão do ureter e, em tumores do polo superior, acúmulo de ar ao redor do pulmão (pneumotórax). - Necessidade de retratamento: se os exames de acompanhamento mostrarem tumor residual, o tratamento pode ser repetido. Uma limitação honesta da técnica: ela funciona menos bem em tumores centrais ou próximos ao sistema coletor (a região do rim onde a urina é coletada). Para esses casos, a cirurgia tende a ser a melhor escolha — e essa avaliação é feita antes, nos exames de imagem.

Tratamos com este procedimento

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FAQ

Perguntas frequentes

Em pacientes idosos, com múltiplas comorbidades, função renal limítrofe ou tumores pequenos (<3 cm) em localização favorável. Nesses casos, a ablação minimiza riscos cirúrgicos e preserva função renal, com bom controle oncológico.
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