Carcinoma de células renais que costuma ser descoberto incidentalmente, em exames de imagem. Quando diagnosticado precocemente, tem altas taxas de cura.
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Sobre a condição
Sintomas
Diagnóstico
Na prática, a maioria das lesões renais aparece primeiro num ultrassom de abdome. A partir daí, a investigação busca responder a duas perguntas: essa massa é preocupante e, se for, o quanto avançou. - Ultrassonografia abdominal: costuma ser o primeiro exame, muitas vezes o que flagra o tumor por acaso. - Tomografia (TC) ou ressonância (RM) com contraste: detalham o tamanho, a localização e as características da lesão, ajudando a diferenciar tumores de lesões renais benignas. - Biópsia renal: retirada de uma pequena amostra para análise, reservada a casos selecionados em que a imagem sozinha não fecha o diagnóstico. - Avaliação da função renal e estadiamento: verificam como os rins estão trabalhando e se a doença se limita ao rim, orientando a escolha do tratamento.
Tratamento
Nem todo tumor renal exige retirar o rim inteiro. Sempre que é tecnicamente possível, a preferência é preservar o máximo de rim saudável. Cirurgia poupadora — nefrectomia parcial: remove apenas a área do tumor e mantém o restante do rim funcionando. É a escolha para tumores pequenos (menos de 7 cm) e, principalmente, para quem tem rim único ou já tem a função renal comprometida, protegendo os rins a longo prazo. Nefrectomia radical: quando o tumor é grande ou está numa posição complexa, retira-se o rim inteiro junto com a glândula adrenal e a gordura ao redor. Boa parte dessas cirurgias hoje é feita por via robótica, que é a técnica preferencial: menos sangramento, menos trauma, cortes pequenos e recuperação mais rápida, sem abrir mão da precisão. Para tumores pequenos em pacientes que não têm condições de operar, existem alternativas que destroem o tumor sem removê-lo: a ablação por radiofrequência (calor) e a crioablação (congelamento). Em pacientes com tumor de alto risco de retorno, hoje pode-se oferecer imunoterapia adjuvante (com pembrolizumab) após a retirada do rim, para reduzir a chance de a doença voltar. Vale conversar sobre essa possibilidade com o oncologista. Quando a doença já se espalhou (metástases), o tratamento é feito com remédios que agem no corpo todo — e o padrão atual de primeira linha não é mais um remédio isolado, e sim uma combinação: - Imunoterapia: inibidores de checkpoint imunológico, que reativam o sistema imune contra o tumor. Podem ser usados em dupla (por exemplo, nivolumab + ipilimumab). - Combinação de imunoterapia com terapia-alvo: um inibidor de checkpoint associado a um inibidor de tirosina quinase (como pembrolizumab + axitinibe, pembrolizumab + lenvatinibe ou nivolumab + cabozantinibe), que bloqueia mecanismos de crescimento do câncer. A escolha da combinação depende do grupo de risco e das condições de cada paciente.
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