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Procedimento

Tratamento Cirúrgico da Doença de Peyronie

Correção da curvatura peniana por placas fibrosas

Cirurgia para correção de curvatura peniana significativa quando o tratamento clínico não é eficaz, com taxa de correção acima de 85%.

Ilustração — Tratamento Cirúrgico da Doença de Peyronie
Ilustração original produzida para fins educativos.

Sobre o procedimento

Na doença de Peyronie, formam-se placas fibrosas — áreas endurecidas, parecidas com cicatrizes internas — na túnica albugínea, a capa elástica que envolve os corpos cavernosos do pênis. O problema é que essa "cicatriz" não estica como o tecido saudável ao redor. Na ereção, quando o pênis se enche e se alonga, o lado com a placa fica para trás — e o pênis entorta para aquele lado, como um balão que tem um pedaço de fita adesiva colado: ele enche, mas envergado. O resultado é uma curvatura peniana anormal, dor durante a ereção e, em alguns casos, disfunção erétil associada. Nem todo caso precisa de cirurgia. Ela entra em cena quando o tratamento clínico (medicamentos, injeções na placa) não foi eficaz e a curvatura passa a ter impacto funcional — atrapalhando ou impedindo a relação sexual — ou psicológico significativo. E há um pré-requisito inegociável: a doença precisa estar estável, sem dor e sem mudança da curvatura por pelo menos 6 a 12 meses. Operar com a doença ainda "ativa" aumenta muito a chance de a curvatura voltar. Não existe uma única cirurgia para todos: a escolha da técnica depende do grau da curvatura, da presença ou não de disfunção erétil e da preferência do paciente, discutida abertamente na consulta.

Quando é indicado

Curvatura peniana acentuada (geralmente >60 graus)
Dificuldade para penetração
Dor persistente mesmo após estabilização da doença
Falha do tratamento medicamentoso ou de injeções intralesionais
Disfunção erétil associada

Como é realizado

Existem três abordagens cirúrgicas principais, e a escolha é individual, conforme o quadro de cada paciente: 1. Plicatura peniana (técnica de Nesbit ou suas modificações) — para curvaturas moderadas, sem disfunção erétil. Em vez de mexer na placa, o cirurgião "encurta" o lado oposto: pontos de sutura no lado mais longo do pênis igualam os dois lados e endireitam o eixo — como fazer uma pequena bainha na costura do lado comprido de uma calça. A contrapartida esperada é algum encurtamento do pênis — em média 1 a 1,5 cm —, que entra na conta desde o início da conversa. 2. Incisão ou excisão da placa com enxerto — para curvaturas complexas ou acima de 60 graus. Aqui o alvo é a própria placa: ela é cortada (incisão) ou removida (excisão), e a falha que sobra na capa do pênis é coberta com um enxerto, um "remendo" de material sintético ou biológico. Como se trabalha no lado curto, liberando-o, essa técnica perde menos comprimento que a plicatura — mas não garante preservação total, e tem uma contrapartida importante: o risco de piora da qualidade da ereção depois da cirurgia é maior do que na plicatura. 3. Implante de prótese peniana (com ou sem correção adicional da curvatura) — para os casos em que há disfunção erétil associada. A prótese resolve os dois problemas de uma vez: restaura a rigidez e corrige a curvatura na mesma cirurgia.

Vantagens

Alta taxa de correção da curvatura (acima de 85%)
Restauração da função sexual
Melhoria do bem-estar psicológico e da autoestima
Possibilidade de correção combinada com tratamento da disfunção erétil

Recuperação

Nos primeiros 7 a 10 dias, o pênis fica protegido por um curativo compressivo, e o paciente deve manter repouso — é a fase em que a cicatrização precisa de sossego. A atividade sexual é liberada após 4 a 6 semanas, quando os tecidos já suportam a ereção e o ato sem risco para o resultado. Em alguns casos, o cirurgião indica no pós-operatório exercícios de alongamento peniano — com dispositivos próprios (extensores) ou massagens — para otimizar o resultado da correção e ajudar a manter o comprimento.

Riscos e cuidados

Os riscos variam conforme a técnica escolhida, e cada um merece uma explicação honesta: - Encurtamento do pênis: é a contrapartida esperada das técnicas de plicatura — ao "encurtar" o lado longo para endireitar o pênis, perde-se comprimento, em média 1 a 1,5 cm. Não é exceção: é a regra da técnica, conversada abertamente antes da cirurgia. - Perda de sensibilidade peniana: rara. Pode ocorrer porque os nervos da sensibilidade passam perto da área operada. - Hematoma e infecção: os riscos comuns a qualquer cirurgia — um acúmulo de sangue local ou uma infecção da ferida, ambos tratáveis. - Disfunção erétil pós-operatória: a cirurgia mexe nas estruturas da ereção, e a qualidade da ereção pode ser afetada — o risco é maior nas técnicas com enxerto (na faixa de 15 a 25% dos casos) do que na plicatura. É um dos fatores que mais pesam na escolha da técnica. - Recidiva: em casos específicos, a curvatura pode retornar em algum grau. A taxa de sucesso do endireitamento é alta — cerca de 85 a 95% dos pacientes terminam com o pênis reto ou com curvatura residual pequena, que não atrapalha —, mas recidivas e encurtamentos podem ocorrer, especialmente nos casos mais complexos.

Tratamos com este procedimento

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FAQ

Perguntas frequentes

As técnicas de plicatura causam encurtamento mínimo. As técnicas com enxerto preservam o comprimento. A escolha leva em conta o tamanho peniano e a preferência do paciente.
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