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Saúde Urológica

Disfunção Erétil

Incapacidade persistente de obter ou manter ereção satisfatória

Conhecida também como impotência sexual, é a incapacidade persistente de obter ou manter ereção suficiente para uma relação satisfatória. Tem múltiplas causas e diversas opções de tratamento.

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Ilustração anatômica — Disfunção Erétil
Ilustração original produzida para fins educativos.

Sobre a condição

A ereção é, no fundo, um evento de circulação: para o pênis ficar rígido, o sangue precisa chegar em boa quantidade e permanecer retido ali. A Disfunção Erétil (DE) — popularmente chamada de impotência sexual — é a incapacidade persistente de obter ou manter uma ereção suficiente para uma relação sexual satisfatória. A palavra-chave é "persistente". Falhar de vez em quando é normal e acontece com qualquer homem — cansaço, ansiedade, excesso de álcool. A DE passa a ser uma condição médica quando a dificuldade se repete e vira a regra, não a exceção. As causas se dividem em três grupos, que muitas vezes se combinam: Físicas — as mais comuns: - Doenças cardiovasculares (como a aterosclerose, o "entupimento" progressivo das artérias) - Diabetes - Hipertensão arterial - Colesterol alto (hipercolesterolemia) - Obesidade - Doença de Peyronie (fibrose que provoca curvatura no pênis) - Cirurgias na região pélvica (como a retirada da próstata) - Tabagismo, alcoolismo e uso de drogas Hormonais: - Testosterona baixa (hipogonadismo) - Distúrbios da tireoide Psicológicas: - Ansiedade e depressão - Estresse crônico - Problemas no relacionamento Um recado que pode salvar vidas: como a ereção depende de artérias saudáveis, a DE pode ser o primeiro aviso de uma doença cardiovascular ainda silenciosa. Investigar a causa vai muito além de recuperar a vida sexual. Por que tratar importa? A DE mina a autoestima e desgasta o relacionamento — por isso o acompanhamento psicológico pode ser parte essencial de uma abordagem completa. E o prognóstico responde ao tempo: casos leves podem estabilizar sem intervenção cirúrgica, enquanto casos moderados a graves geralmente se beneficiam de cirurgia. Quanto mais cedo a avaliação, mais opções de tratamento na mesa.

Sintomas

Dificuldade em obter ereção
Dificuldade em manter a ereção durante o ato sexual
Redução da rigidez peniana
Diminuição do desejo sexual associada
Episódios recorrentes (não eventuais) de falha sexual

Diagnóstico

A consulta começa pela conversa — e ela é a parte mais importante. O médico pergunta sobre a história sexual (quando a dificuldade começou, se acontece sempre ou só em algumas situações), sobre doenças, medicamentos em uso e hábitos como cigarro e álcool. Não há motivo para constrangimento: são perguntas de rotina, feitas todos os dias no consultório. O exame físico avalia a genitália, os pulsos (um retrato da qualidade da circulação) e a sensibilidade da região — tudo indolor. Os exames de laboratório procuram causas tratáveis: testosterona total, glicemia (rastreando diabetes) e perfil de colesterol. Quando há suspeita de causa vascular, entra a ultrassonografia peniana com doppler, exame que avalia o fluxo de sangue dentro do pênis. E, quando o componente emocional é relevante, a avaliação psicológica complementa a investigação.

Tratamento

A boa notícia primeiro: a maioria dos casos de disfunção erétil não precisa de cirurgia. O tratamento é escalonado — começa pelo mais simples e só avança se necessário. A base de tudo — estilo de vida: atividade física regular, dieta equilibrada, parar de fumar, cessar o álcool e controlar as doenças crônicas (diabetes, pressão, colesterol). Essas medidas atacam a causa, não só o sintoma. Medicação oral — os inibidores da PDE-5: são os comprimidos que facilitam a chegada e a permanência do sangue no pênis. Eles não causam ereção automática: potencializam a resposta ao estímulo sexual. - Sildenafil (Viagra®) - Tadalafil (Cialis®) - Vardenafil (Levitra®) - Avanafil Importante: têm contraindicações absolutas — a principal é o uso junto com nitratos (medicamentos para o coração) e também com o riociguate (um estimulador da guanilato-ciclase, usado em certas doenças pulmonares e do coração); a combinação com qualquer um dos dois pode derrubar a pressão perigosamente. Devem ser prescritos pelo médico, nunca tomados por conta própria. Quando o comprimido não basta: - Ondas de choque de baixa intensidade: aplicadas no pênis; ainda são consideradas um tratamento em avaliação, com indicação restrita aos casos de causa vascular (disfunção vasculogênica) leve a moderada. - Terapia intracavernosa: injeções de medicamento aplicadas no próprio pênis para produzir a ereção. - Dispositivos de vácuo: um cilindro que traz o sangue para o pênis por sucção mecânica. Cirurgia — implante de prótese peniana: indicada para os casos que não respondem aos tratamentos clínicos. Há dois tipos: - Maleável (semirrígida): o pênis permanece firme e é posicionado manualmente. - Inflável (tricomponente): um mecanismo discreto permite "encher" a prótese na hora desejada, com resultado mais natural. A prótese substitui apenas o mecanismo de ereção — sensibilidade, orgasmo e ejaculação permanecem preservados, e a satisfação dos pacientes é alta.

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FAQ

Perguntas frequentes

Não. A maioria dos casos tem causa orgânica (vascular, hormonal, neurológica) ou mista. Doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão e tabagismo são causas muito comuns. O fator psicológico costuma se somar, mas raramente é a única causa.
Não é recomendado. Os inibidores de PDE-5 são seguros, mas têm contraindicações importantes (uso de nitratos, doença cardíaca grave). Além disso, a disfunção erétil pode ser o primeiro sinal de uma doença cardiovascular que precisa ser investigada.
Sim. Em casos refratários, opções incluem ondas de choque de baixa intensidade, injeções intracavernosas, dispositivos de vácuo e, em situações mais avançadas, o implante de prótese peniana, com altíssima satisfação dos pacientes.
Não. A prótese substitui apenas o mecanismo de ereção. Sensibilidade peniana, ejaculação e orgasmo permanecem preservados. A maioria dos pacientes e parceiros relata alta satisfação após a cirurgia.
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