Procedimento ambulatorial ou de curta internação para correção da fimose, infecções recorrentes e prevenção de complicações.

Sobre o procedimento
A postectomia — o nome técnico da circuncisão — é a cirurgia que remove, total ou parcialmente, o prepúcio: a pele móvel que recobre a cabeça do pênis (a glande). Pense no prepúcio como um "capuz" de pele. Quando esse capuz está apertado demais (a fimose), inflama toda hora ou atrapalha a higiene, retirá-lo resolve o problema pela raiz. É uma das cirurgias mais comuns da urologia e atende crianças e adultos — mas a decisão não é automática, principalmente nos meninos. Muitas fimoses "de nascença" (fisiológicas) se resolvem sozinhas com o crescimento, então, antes de indicar cirurgia numa criança, o urologista avalia com calma se vale mesmo a pena operar ou se dá para esperar. Em adultos, a indicação costuma vir de outro cenário: inflamações repetidas da glande e do prepúcio (as balanopostites), fimose que apareceu ao longo da vida ou prevenção em grupos de risco. A cirurgia também pode ser feita por motivo higiênico ou religioso.
Quando é indicado
Como é realizado
É um procedimento ambulatorial ou de curta internação — na prática, o paciente costuma ir para casa no mesmo dia ou logo depois. A anestesia muda conforme a idade. Em adultos, geralmente anestesia local com sedação: a região fica dormente e o paciente fica relaxado, quase dormindo, sem precisar de anestesia geral. Em crianças, a anestesia é geral — não porque a cirurgia seja maior, mas porque nenhuma criança fica imóvel e tranquila numa mesa cirúrgica. Ela dorme, não sente nada e não guarda lembrança do procedimento. Com o paciente anestesiado, o cirurgião remove o excesso de prepúcio com técnica criteriosa de hemostasia — ou seja, controlando cada pequeno vaso sanguíneo para evitar sangramento. O fechamento é feito com fios absorvíveis, que o próprio corpo desmancha com o tempo. Isso significa que não existe aquela etapa temida de "tirar os pontos" depois.
Vantagens
Recuperação
A dor é leve a moderada e responde bem a analgésicos comuns, daqueles de farmácia — sem esquemas complicados. Nos primeiros dias, o cuidado que mais importa é a higiene local, feita com pomadas cicatrizantes conforme a orientação da equipe. Como os pontos são absorvíveis, eles somem sozinhos, sem retorno para retirada. O retorno às atividades leves acontece em poucos dias. Para os adultos, a principal regra é uma só: nada de relação sexual por cerca de 4 semanas. É o tempo de a cicatrização firmar antes de a região voltar a sofrer atrito.
Riscos e cuidados
Como toda cirurgia, a postectomia tem riscos — mas aqui eles são poucos e, em geral, pequenos: - Sangramento leve: um pouco de sangue no curativo nos primeiros dias, que costuma parar sozinho. - Infecção local: vermelhidão, dor ou secreção no local operado. A higiene orientada previne, e o tratamento é simples quando acontece. - Edema temporário: inchaço da região nos primeiros dias, esperado e passageiro — regride sem precisar fazer nada. - Estenose do meato: um estreitamento da abertura por onde sai a urina, que deixa o jato fino ou forçado. É pouco comum — mais descrito em crianças — e, quando acontece, pode exigir um pequeno procedimento de correção. - Ajustes de pele: remoção de pele a mais ou a menos, ou pequenas aderências entre a pele e a glande (as "pontes de pele"), podem acontecer e, em alguns casos, pedir uma revisão cirúrgica. - Em casos raros, o resultado estético pode ficar abaixo do desejado — a aparência final não sai exatamente como se imaginava. A técnica adequada minimiza significativamente todos esses riscos.
Vídeos sobre o procedimento
Tratamos com este procedimento
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