Síndrome clínica caracterizada por contrações involuntárias da bexiga, com urgência miccional, aumento da frequência e, às vezes, incontinência de urgência.
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Sobre a condição
Sintomas
Diagnóstico
O ponto de partida é a história clínica e o diário miccional — o paciente anota durante alguns dias quantas vezes urina, quanto bebe e quando sente a urgência, o que revela o padrão da bexiga no dia a dia. O exame físico e neurológico verifica se há algo comandando esse excesso de contrações. Um passo obrigatório é o exame simples de urina (urina tipo I e, se preciso, urocultura), feito antes de firmar o diagnóstico: ele descarta infecção urinária e também sangue oculto na urina. Esse cuidado é importante porque, sobretudo em fumantes e pessoas acima dos 50 anos, um sangramento microscópico pode ser a única pista de um câncer de bexiga que se esconde por trás de sintomas de "urgência". Quando necessário, recorre-se à urofluxometria, um teste simples em que o paciente urina em um aparelho que mede a força e a velocidade do jato, e ao estudo urodinâmico, que acompanha em detalhe como a bexiga enche e esvazia. Avalia-se também a função dos rins e, se preciso, exames de imagem para descartar outras causas.
Tratamento
O tratamento é escalonado: começa pelas medidas mais simples e só avança para as mais complexas se necessário. Mudanças de comportamento (a base do tratamento): - Treinamento da bexiga, aprendendo a espaçar as idas ao banheiro aos poucos. - Controle da quantidade de líquidos ingeridos. - Evitar cafeína, álcool e alimentos que irritam a bexiga — eles aumentam a produção de urina e estimulam as contrações involuntárias. - Urinar em horários programados, sem esperar a urgência aparecer. Fisioterapia do assoalho pélvico: - Técnicas de biofeedback (que ensinam a perceber e controlar os músculos certos) e eletroestimulação. Medicações: - Antimuscarínicos (como oxibutinina, tolterodina e solifenacina), que acalmam o músculo da bexiga. - Beta-3 agonistas (como a mirabegrona), uma opção que costuma dar menos efeitos colaterais. Tratamentos avançados (para casos que não respondem aos remédios): - Toxina botulínica aplicada dentro da bexiga por cistoscopia, sob anestesia leve, que relaxa o músculo. O efeito dura em média cerca de 6 meses (podendo se estender), e a aplicação pode ser repetida. - Neuromodulação sacral: um pequeno dispositivo, parecido com um marca-passo, estimula os nervos que controlam a bexiga e o esfíncter. Indicado em casos selecionados, oferece ótimos resultados.
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