MascarenhasFred MascarenhasUrologia & Cirurgia Robótica
Procedimento

Tratamento da Criptorquidia (Orquidopexia)

Posicionamento cirúrgico do testículo no escroto

Cirurgia que reposiciona o testículo não descido para o escroto, preservando fertilidade e reduzindo risco de câncer testicular.

Ilustração — Tratamento da Criptorquidia (Orquidopexia)
Ilustração original produzida para fins educativos.

Sobre o procedimento

Durante a gestação, os testículos do bebê fazem uma "viagem": eles se formam dentro do abdome e vão descendo até chegar à bolsa escrotal. A criptorquidia acontece quando essa viagem não termina — um ou os dois testículos ficam parados no meio do caminho, dentro do abdome ou no canal inguinal (o trajeto na região da virilha). É uma das anomalias congênitas mais comuns do sistema geniturinário masculino: afeta cerca de 3% dos meninos nascidos no tempo certo e até 30% dos prematuros. Antes de falar em cirurgia, uma boa notícia: nos primeiros 6 meses de vida, o testículo ainda pode descer sozinho — por isso a conduta inicial é acompanhar. Se aos 6 meses ele não desceu, dificilmente descerá, e a correção passa a ser indicada. A cirurgia que corrige isso se chama orquidopexia: ela leva o testículo até a bolsa escrotal e o fixa lá. A recomendação atual é operar entre 6 e 18 meses de vida — idealmente perto dos 12 meses. Fazer essa correção cedo é fundamental por quatro motivos: preservar a fertilidade futura, reduzir o risco de torção testicular, reduzir o risco de câncer de testículo — que diminui com a cirurgia feita cedo, mas permanece um pouco acima da média mesmo depois dela, daí a importância do autoexame pela vida toda — e evitar o impacto psicológico e estético de uma bolsa escrotal vazia.

Quando é indicado

Testículo não descido (palpável ou não palpável) após 6 meses de idade
Testículo ectópico em localização anômala
Criptorquidia adquirida em crianças maiores

Como é realizado

A cirurgia é feita sob anestesia geral — a criança dorme e não sente nada. O caminho de acesso depende de onde o testículo parou: - Via inguinal: um pequeno corte na virilha. É a via usada na maioria dos casos, quando o testículo é palpável (o médico consegue senti-lo no exame). - Via laparoscópica: quando o testículo está dentro do abdome, a cirurgia é feita com uma microcâmera e instrumentos finos, por pequenos furos na barriga. Em qualquer via, a lógica é a mesma: localizar o testículo, soltá-lo das estruturas que o prendem no lugar errado (como o gubernáculo, um ligamento, e vestígios de peritônio) e conduzi-lo até a bolsa escrotal, onde é fixado com pontos para não voltar a subir. Duas situações merecem nota. Se o testículo estiver atrófico (murcho, sem função) ou ausente (a chamada anorquia), pode ser indicada a remoção cirúrgica (orquiectomia), com avaliação futura de uma prótese testicular estética. E o testículo do outro lado também é examinado durante a cirurgia, para conferir se há alguma anomalia associada.

Vantagens

Preservação da fertilidade futura (especialmente quando feita cedo)
Redução do risco de torção testicular
Redução do risco de câncer testicular
Adequação estética e psicológica
Possibilita autoexame testicular adequado no futuro

Recuperação

O procedimento é ambulatorial ou com internação curta — em geral, a criança vai para casa no mesmo dia ou logo depois. Nos primeiros dias, a receita é repouso em casa e cuidados locais com o curativo e a higiene, conforme a orientação da equipe. Um ponto que os pais precisam guardar para o futuro: o acompanhamento não termina na infância. Na adolescência, é importante reavaliar a função dos testículos (a função gonadal) e orientar o jovem sobre fertilidade — além do autoexame, já que quem teve criptorquidia merece atenção redobrada ao longo da vida.

Riscos e cuidados

As complicações possíveis são pouco frequentes, mas vale conhecê-las: - Hematoma escrotal: acúmulo de sangue na bolsa escrotal, que fica roxa e inchada nos primeiros dias. - Infecção da ferida operatória. - Atrofia testicular pós-operatória: o testículo operado pode diminuir e perder função. É raro, e acontece mais nos testículos que estavam dentro do abdome com pedículo curto — ou seja, quando os vasos que alimentam o testículo são curtos demais e sofrem para alcançar a bolsa. - Cirurgia em duas etapas: nos testículos muito altos, pode não ser possível descer tudo de uma vez. Nesses casos, usa-se a técnica de Fowler-Stephens, que divide a correção em dois tempos cirúrgicos. Não é exatamente uma complicação, mas uma possibilidade que os pais devem conhecer desde o início.

Vídeos sobre o procedimento

Tratamos com este procedimento

Quer saber se Tratamento da Criptorquidia (Orquidopexia) é indicado para você?

Agende uma avaliação com o Dr. Fred e tenha uma análise personalizada.

Agendar consulta
FAQ

Perguntas frequentes

A correção é indicada a partir dos 6 meses de idade, idealmente até os 18 meses. Quanto mais precoce, melhor o resultado em termos de fertilidade futura e redução de riscos.
WhatsAppInstagram